Há 10 anos, a primeira e única vítima de terremoto no Brasil

9 dez

Há 10 anos, em 9 de dezembro de 2007, morreu a primeira e única vítima de terremoto no Brasil. A menina Jesiquele Oliveira da Silva, de 5 anos, foi atingida por uma parede de sua casa em Caraíbas, um distrito de Itacarambi (MG). Ela deixou uma irmã gêmea, que nos primeiros dias via-se perdida, pois dividia tudo com Jesiquele e vice-versa.

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O terremoto atingiu 4,9 na escala Richter. As 76 casas da comunidade rural de Caraíbas foram abandonadas e os cerca de 260 moradores, transferidos para um bairro da região urbana do município.

A poucos quilômetros de Caraíbas, fica o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, principal atração turística da região. A terra vinha tremendo desde o início de 2007 em Itacarambi, tanto que o Observatório Sismológico da UnB havia instalado equipamentos para monitorar a região. Poucos meses depois, outro forte tremor foi registrado em Caraíbas, colocando abaixo o que ainda restava das casas.

Com gerador, Rádio Nacional da Amazônia volta a transmitir

18 nov
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Gerador utilizado pela EBC para a retomada provisória da Rádio Nacional da Amazônia

Depois de quase oito meses – e ainda em fase de ajustes do gerador de energia – a Rádio Nacional da Amazônia voltou a transmitir na última quinta-feira (16.11.2017). Por enquanto, as transmissões estão sendo feitas durante algumas horas ao dia e apenas na frequência de 11.780 kHz (25 metros). O canal em 6.180 kHz (49 metros) deve começar a ser testado na segunda-feira (20.11).

A potência utilizada está reduzida a 70 kW, o suficiente para o sinal já ter sido reportado por ouvintes em algumas regiões do país. A Nacional da Amazônia é o principal – muitas vezes, o único – meio de acesso à informação para 6,5 milhões de ribeirinhos da Região Norte, além de ouvintes em todo o país e no mundo.

Nos últimos anos a emissora vinha transmitindo com 180 kW em cada canal, quando tem concessão para 250 kW em cada um. Isso se deve à deterioração dos equipamentos, que vêm sendo canibalizados.

Esta é uma solução provisória, uma vez que o conserto da subestação, conforme informado à RadioLab pela Ouvidoria da EBC, tem custo estimado de R$ 4 milhões, recursos ainda não disponíveis.

A subestação de energia que abastecia os dois transmissores foi atingida e incendiada por raios na noite de 20 de março passado e, desde então, a emissora estava fora do ar. Enquanto a subestação não é definitivamente consertada, a energia está sendo provida por um gerador próprio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável, entre outras emissoras, pela Rádio Nacional da Amazônia.

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Subestação da Rádio Nacional da Amazônia atingida por raios está desativada desde março de 2017

Exclusivo: Radio Caroline conclui instalação de transmissor legal

31 out

A mítica rádio pirata britânica Caroline conclui amanhã (01/11/2017) a instalação do seu transmissor em AM 648 kHz, agora autorizada pelo órgão de regulação do país, o Ofcom. Detalhe e ironia da história: 648 kHz era uma frequência utilizada até 2011 pela BBC, que tanto lutou contra a Radio Caroline nos anos 60.

A informação nos foi passada por Peter Moore, diretor da Caroline, que lá atua desde 1978. Depois da instalação do transmissor de 1 kW, será definido um período de testes. Segundo Peter Moore, a localização ainda é mantida em sigilo a pedido do dono do terreno onde a antena está sendo instalada.

A Radio Caroline iniciou suas operações em 1964 em alto-mar – para fugir à legislação por estar em águas internacionais – para oferecer rock aos ouvintes ingleses que viviam confinados à emissora pública BBC, que tinha apenas uma hora por semana dedicada ao gênero. A emissora foi tema do filme The Boat That Rocked (no Brasil chamou-se Os Piratas do Rock), lançado em 2009.

Mais informações nos próximos dias.

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Depois de meio ano, EBC anuncia solução provisória para Rádio Nacional da Amazônia

29 out

(Post originalmente publicado em 26/09/2017 na plataforma anterior e que, por um lapso, deixou de ser transcrito para a atual)

Depois de seis meses fora do ar, a direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) anunciou nesta terça-feira (26/09/17) uma solução provisória para a retomada das transmissões da Rádio Nacional da Amazônia. Segundo a EBC, a rádio volta ao ar em no máximo dois meses, ou seja, até o final de novembro.

A emissora é o principal meio de comunicação das comunidades ribeirinhas da Região Norte, um contingente de, no mínimo, 6 milhões de pessoas. No dia 20 de março passado, raios atingiram a estação de energia (veja fotos) que alimenta os dois potentes transmissores da emissora e, deste então, as transmissões se mantinham apenas pela internet ou por satélite, o que não atende à maioria dos ouvintes do interior da Amazônia.

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Em questionamento que fizemos à direção da empresa, fomos informados que os custos para recuperação da subestação estariam na casa dos R$ 4 milhões.

Nesta terça-feira, no entanto, foi anunciado que inicialmente será adotada uma solução alternativa. Um dos geradores de energia que atende ao transmissor de ondas médias em outra região de Brasília será levado para o Parque do Rodeador, onde estão os transmissores da Rádio Nacional da Amazônia.

A emissora completou 40 anos de atividades no último dia 1º de setembro fora do ar. Havia uma transmissão simbólica de 100 watts, mas que não podia ser efetivamente captada por ninguém pois, para se ter uma ideia da insignificância dessa potência, a rádio é autorizada a transmitir com 250 mil watts.

Importante lembrar que rádios e TVs que deixarem de transmitir dentro dos devidos parâmetros técnicos aprovados pelo Ministério das Comunicações podem ter suas outorgas cassadas.  Várias emissoras brasileiras que possuem canais em ondas curtas abandonaram as transmissões nos últimos anos.

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A notícia foi divulgada pela Agência Brasil, da EBC, às 12:45 desta terça-feira (26.09.2017). Diz o texto:

“A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) encontrou uma solução de baixo custo para retomar a transmissão plena da Rádio Nacional da Amazônia em no máximo 60 dias. Diante dos cortes orçamentários impostos pela crise ao conjunto da administração pública federal, a direção da empresa reuniu engenheiros especializados de seu quadro funcional em um grupo de trabalho (GT), para buscar uma alternativa à onerosa recuperação do parque de transmissão.

O grupo de trabalho foi constituído para responder, com criatividade, ao desafio de apresentar uma saída que coubesse dentro do orçamento da empresa. Dentre o conjunto de alternativas analisadas pelo GT, a direção da empresa optou pela solução emergencial que implica gasto imediato de apenas R$ 20 mil, com custo de manutenção da ordem de R$ 60 mil mensais. A solução definitiva de menor custo ficará em torno de R$ 980 mil.

As propostas que surgiram antes da criação do GT não se mostraram viáveis em razão do alto custo, que variava entre R$ 2,5 milhões e mais de R$ 6 milhões. Desde 20 de março, quando uma tempestade de raios em Brasília atingiu a subestação do parque transmissor, o sinal da Rádio Nacional da Amazônia deixou de cobrir a região Norte, em toda sua extensão.Para que a opção mais barata seja implantada, o caminho é transferir para o Parque Transmissor um dos três grupos geradores que compõem o sistema de energia emergencial da Rádio Nacional e da TV Brasil. A retirada de um único grupo gerador não compromete a capacidade do sistema, que ainda contará com dois grupos reserva.

A solução emergencial é resultado do empenho conjunto da direção e do corpo técnico da EBC, cientes da importância da emissora para o país e, em especial, para as comunidades isoladas da região amazônica. Tão logo as condições financeiras permitam, a engenharia dará sequência à solução definitiva, com a recuperação da subestação.”

Ribeirinhos e indígenas repudiam desativação da Rádio Nacional da Amazônia

3 set

CARTA_RNAPara quem mora na cidade, é difícil imaginar viver sem ser bombardeado por novas informações a cada segundo. No entanto, em uma vasta região do país, a Amazônia, há populações que vivem isoladas, sem telefone e internet. São os povos ribeirinhos e aldeias indígenas que, somados, alcançam uma respeitável população de seis milhões de habitantes.

 Até pouco tempo, o principal veículo de comunicação que abastecia esses brasileiros com informações  era a Rádio Nacional da Amazônia, que transmite em ondas curtas direto de Brasília, onde uma equipe de jornalistas, radialistas e técnicos fornece informações voltadas especificamente àquele público. A rádio pertence à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), organização pública que em 2008 sucedeu a antiga estatal Radiobrás.

A Rádio Nacional da Amazônia já vem sofrendo há muitos anos problemas de manutenção, principalmente nos transmissores de ondas curtas nas frequências de 6180 e 11780 kHz, em 49 e 25 metros, respectivamente. A plena capacidade, de 250 kW em cada canal, já estava reduzida para 180 kW há muito tempo. Muitas vezes, um canal saía do ar, mas pelo menos o outro seguia em funcionamento.

No entanto, a situação nunca foi tão grave como agora. Em 20 de março deste ano, há mais de cinco meses, portanto, raios atingiram a subestação que abastece de energia elétrica o Parque do Rodeador, a 50 quilômetros do centro de Brasília, onde estão as antenas voltadas à Região Norte do país. Até agora, nenhuma providência prática foi tomada para reparar os danos. A transmissão foi mantida apenas na internet e via satélite, para quem possui antena parabólica. Mas o povo do interior da Amazônia se liga mesmo na rádio é por meio do velho rádio de pilhas. 

Os ouvintes, sentindo-se abandonados, começaram a reclamar nos programas em que há a participação ao vivo por telefone. Em maio, uma manifestação de repúdio à desativação da emissora foi enviada por 15 lideranças de ribeirinhos e indígenas à direção da EBC, com cópias à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e à equipe da rádio. (Veja a reprodução acima.) No entanto, a direção da EBC permanece muda sobre o assunto.

Confira a lista de entidades cujas lideranças assinaram a carta à EBC
  • Associação de Moradores da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio
  • Associação de Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri
  • Conselho Ribeirinho de Belo Monte – Altamira
  • Associação Indígena Pyjahyry Xipaya
  • Associação Indígena Tukaya Etnia Xypaya
  • Associação Sementes da Floresta
  • Povo Arara da Cachoeira Seca
  • Povo Xikrin do Bacajá
  • Povo Kuruaya
  • Parakanã da Terra Indígena Apyterewa
  • Associação Remanescente de Quilombolas de Oriximiná
  • Associação para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Alto Xingu
  • Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu
  • Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola
  • Instituto Kabu (Povo Kayapó Mekrangnoti)
  • Associação Floresta Protegida (Povo Kayapó Terra Indígena Kayapó)

Seis milhões de brasileiros há 5 meses sem o seu principal meio de comunicação

3 set

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 40 anos nesta sexta-feira (1º/09). Seria motivo de festa, não fosse um detalhe fundamental. A emissora está fora do ar desde 20 de março passado. Pelo menos 6 milhões de ribeirinhos dos estados da Região Norte, além de fiéis ouvintes de outras regiões, principalmente do Nordeste e Centro-Oeste, estão ao desamparo no seu direito ao livre acesso à informação. São 6 milhões de brasileiros que estão há cinco meses sem o seu principal meio de comunicação. E a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pela rádio, não mostrou até agora o empenho necessário para resolver o problema.

Naquela noite de temporal, um raio atingiu em cheio a subestação que alimentava os dois transmissores de ondas curtas que até então operavam cada um com 180 kW, em 49 e 25 metros, Os transmissores ficam a 50 quilômetros de Brasília. Um cone de luz verde intensa subiu a cerca de 20 quilômetros de altura e pode ser visto durante dois segundos, por exemplo, na Asa Norte, na região central de Brasília. E a rádio se calou. A Agência Brasil, da EBC, laconicamente, registrou o ocorrido quatro dias depois. Nenhuma outra manifestação foi obtida da empresa.

Uma das primeiras reações do público ouvinte foi recebida pela EBC na forma de um abaixo-assinado, enviado à direção da emissora por 15 caciques de aldeias da Amazônia. No documento, é manifestado o repúdio dos indígenas à desativação da emissora. Na Amazônia, a população que mora à beira dos rios não tem fácil acesso à internet para, como se faz nas cidades, ouvir rádio em um celular, por exemplo.

Outras queixas vieram no ar, na própria emissora, em programas que contam com a participação dos ouvintes. Alguns chegaram a se oferecer para colaborar no pagamento do conserto, avaliado extraoficialmente em R$ 1 milhão. A Rádio Nacional da Amazônia mantém sua programação via streaming na internet. Ela também pode ser sintonizada por parabólicas. Mas a maioria dos ouvintes dispõe apenas dos tradicionais rádios de pilha. Tristeza e frustração é também o sentimento que toma conta dos funcionários.

História – Antes da criação da Rádio Nacional da Amazônia propriamente dita, em 1º de setembro de 1977, desde Médici, em 1973, o governo militar brasileiro mostrava sua preocupação com transmissões “alienígenas” (veja trecho de documento abaixo) vindas de países comunistas. A resposta seria a instalação do Sistema de Radiodifusão em Alta Potência, precursor do que hoje é a Rádio Nacional da Amazônia.

Emergência no mar

23 fev

Radiolab transmite no domingo o Radiophony : Haunted Air

1 jun

A Radiolab participa neste domingo (02.06.13) da transmissão de Radiophony : Haunted Air. O programa de 97 minutos é apresentado pela australiana Julia Drouhin e reúne trabalhos de 20 artistas da França, Brasil, Reino Unido, Argentina e Austrália. O brasileiro é Dudu Tsuda.

Este evento de imersão no rádio será transmitido a partir da Tasmãnia por nove rádios em todo o mundo às 3 horas da madrugada deste domingo no horário de Brasília. Como a diferença de fuso horário é muito grande (+13 horas), a Radiolab terá horários alternativos para o Brasil: às 22h deste sábado (01.06.13) e 10h da manhã de domingo.

Radiophony : Haunted Air faz parte do Networked Art Forms : Tactical Magik Faerie Circuits (NAF:TMFC), que promove simpósios, exibições e performances em Hobart, na Tasmânia, de 31 de maio a a 30 de junho de 2013. Segundo Julia Drouhin, Radiophony : Haunted Air pretende chamar a atenção para questões estéticas do mágico, mas muitas vezes esquecido, espaço das ondas de rádio.

Também será possível ouvir as transmissões na <a href=”http://http://haunted-air.hotglue.me/?About+Haunted+Air” target=”_blank”>radiocontato.org.

Na http://www.radiolab.blog.br basta clicar em Radiophony Winamp ou Radiophony iTunes.

Para saber mais sobre o evento: http://haunted-air.hotglue.me/?About+Haunted+Air

Pasa saber mais sobre Dudu Tsuda, confira a página http://dudutsuda.com/soloworks/

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